
Encosto alto num plano só, base em balanço apoiada numa aba de chapa. O nome vem da lã que transborda do assento.
A cadeira se apoia no próprio balanço.
O encosto sobe num plano único, alto e reto; a base desce em curva até uma aba de chapa que corre pelo chão. Não há pé nem travessa — o que segura a peça é a distribuição do peso ao longo da dobra.
É o modelo mais difícil de acertar na bancada. Alguns graus a mais na curva e a cadeira perde o prumo; alguns a menos e o encosto endurece. No caderno, o croqui aparece sob a pergunta “Nome?”, com os ângulos de 103° e 135° anotados ao lado.
O nome veio depois, do assento: lã bruta que transborda pela borda como um velo. Lánuda — a única parte macia da peça, e a que mais muda de aspecto com o uso.
Nome?
Croqui, medidas e decisões — a peça desenhada antes de existir.
Corte e conformação manual do aço, emenda a emenda.
A reação do metal conduzida até o tom certo — a assinatura da peça.
A superfície selada no seu instante exato, para durar.
No atelier ela aparece com o velo de lã; no campo, com os discos de feltro. O assento é a variável — a chapa é sempre a mesma.
Volta completa: a curva da base e as peles do aço — pigmentada, envelhecida e metal polido.
Cada chapa recebe um tratamento diferente por face. Girando a peça, o mesmo objeto muda de cor, de brilho e de peso visual — e é por isso que a escolha do acabamento muda tanto o resultado final.
| Acabamento | Valor |
|---|---|
| Pigmentada acima e abaixo | R$ 8.290,00 |
| Envelhecida acima e abaixo | R$ 8.790,00 |
| Envelhecida acima e pigmentada | R$ 8.530,00 |
| Metal polido e pigmento | R$ 9.050,00 |
| Metal polido | R$ 9.620,00 |
“Escutar e entender, para poder criar.”
O atelier trabalha de portas abertas. Cada encomenda começa numa conversa — a peça é desenhada para o seu espaço, o seu uso, o seu tempo.