
Uma única chapa dobrada em ziguezague: o encosto desce em curva, vira assento e sobe de novo até o apoio dos pés. Não há pé nem estrutura.
A Chaise Antuñes é uma linha só, dobrada até virar móvel.
No caderno ela nasce como um traço em zigue-zague — anotado em 04/08/26 como “Divã Antuñes”. Duas dobras, três planos, e o desenho já é a peça: encosto, assento e apoio dos pés numa chapa contínua.
É o modelo em que a estrutura desaparece por completo. Sem pé, sem travessa, sem solda aparente: o que segura os 198 cm é a rigidez que a própria dobra dá ao aço, como uma folha de papel que se firma ao ser vincada.
Sobre o metal vai um colchão de lã crua em gomos, feito à mão. Ele acompanha a curva sem ser preso — a lã descansa no aço, e é retirada para revelar a chapa nua quando se quer ver a peça como escultura.
04 / 08 / 26
Croqui, medidas e decisões — a peça desenhada antes de existir.
Corte e conformação manual do aço, emenda a emenda.
A reação do metal conduzida até o tom certo — a assinatura da peça.
A superfície selada no seu instante exato, para durar.
Com a lã, é um lugar de deitar; sem ela, uma escultura de chapa. A peça foi desenhada para funcionar dos dois jeitos.
| Acabamento | Valor |
|---|---|
| Pigmentada acima e abaixo | R$ 15.290,00 |
| Envelhecida acima e abaixo | R$ 15.790,00 |
| Envelhecida acima e pigmentada | R$ 15.530,00 |
| Metal polido e pigmento | R$ 16.050,00 |
| Metal polido | R$ 16.620,00 |
“Escutar e entender, para poder criar.”
O atelier trabalha de portas abertas. Cada encomenda começa numa conversa — a peça é desenhada para o seu espaço, o seu uso, o seu tempo.